domingo, 19 de outubro de 2014

I Hate you, but I Love too - Capítulo I

O dia amanheceu ensolarado, mas para Seunome era apenas mais um dia nublado. E assim estava a dias para ela...

Era de costume que, mesmo em um simples sábado, Seunome e Ed inventassem alguma coisa estranha para fazer. Como equilibrar-se em uma mureta de olhos vendados. Essa atividade já trouxe muita desgraça para os dois. Mas agora, com a agenda de um cantor famoso como Ed Sheeran, é raro haver um momento para os dois amigos.

Seunome caminhava sonolenta até a cozinha, na missão de encontrar alguma arma mortal para matar aquela maldita "coisa" que tanto a incomodava. Optou por um simples cereal. Não tinha tempo para fazer nada mais demorado do que simplesmente despejar leite e cereal em uma tigela, afinal, seu programa favorito começaria dentro de 7 minutos.
Aproximou-se da geladeira, abrindo-a em seguida. Procurou pelo leite, achando-o encolhido entre tantas latas de cerveja.
-Ele está precisando maneirar na bebida... - murmurou com a voz rouca, referindo-se a Sheeran.
Colocou a pequena caixa de leite sobre o balcão da cozinha, encaminhando-se para um armário embutido na parede. Abriu o mesmo, retirando de lá seu cereal favorito, logo colocando-o ao lado do leite. Em um armário mais próximo, Seuapelido procurou por sua tigela de cereais favorita, uma com imagens de todos os vilões do Batman. Quando a encontrou, segurou-a com firmeza próxima ao peito. Adora aquela tigela. Esticou seu braço, alcançando o puxador de uma gaveta, abrindo-a. Depois de pegar uma colher, fechou a gaveta.
Levou tudo ao balcão de mármore, pegando a caixa de cereais e abrindo-a. Já estava despejando os cereais coloridos em sua amada tigela quando viu um papel sobre o balcão. Parou instantaneamente. Pegou o mesmo e o leu mentalmente: Desculpa, tive que ir mais cedo. Volto por volta das 7:30 p.m.
-Que maravilha! - falou sarcasticamente - Pelo menos ainda tenho você cereal. - disse pegando a caixa e depositando um beijo na mesma.
-Beijando coisas novamente, Seunome? - perguntou uma voz masculina, vindo da entrada da cozinha.
-Isso não é da sua conta, é Felton? - disse Seunome sem olhar para o garoto.
-Caramba, Ed tem razão. Você precisa mesmo de um namorado. - disse Tom, rindo em seguida.
Seunome virou-se para o garoto, lançando-lhe um olhar mortífero.
-Eu não preciso de um namorado! - falou ofendida.
Tornou a prestar atenção em seus cereais, tendo o leite em mãos, despejou-o em certa quantidade dentro de recipiente, antes que Tom dissesse:
-A Lauren está?
Seunome sorriu.
-A tanto tempo anda com ela e ainda não sabe que os sábados são sagrados? - perguntou Seunome com o cenho franzido.
Tom a olhou confuso.
-Ela está dormindo, Felton! - disse ela logo depois de dar um longo suspiro, chamando o garoto de tapado mentalmente.
-Ah! Bem... Se importa se eu esperar? - perguntou Felton.
-Não. Fique à vontade. - disse a garota dando de ombros.
Encaminhou-se até a sala, sendo seguida pelo loiro Tom. Sentou no sofá, colocando os pés embaixo de si, só então percebeu o quanto estavam gélidos.
-Tom - chamou a garota.
-O que? - perguntou um tanto rápido.
-Será que poderia pegar um par de meias para mim? - pedia projetando seu lábio inferior para frente, formando um "biquinho".
-Não sou seu elfo doméstico, Seunome. - disse fingindo severidade.
-Mas bem que podia ser. Como acha que vai me agradar se quiser ter uma relação mais íntima do que uma simples amizade com Lauren? - dito isso, as bochechas de Tom pareciam dois tomates de tão vermelhos. -Deveria ficar feliz por ter pedido apenas meias. - franziu o cenho.
-Tudo bem - rendeu-se -Não conte isso a ela! - gritou já fora da sala.
-Minha boca é um túmulo! - gritou de volta.
-Onde estão suas meias? Opa, gaveta errada. - disse ao ver calcinhas bem dobradas e sutiãs.
-A segunda! - gritou ao pensar na possibilidade do garoto ter abrido a primeira e visto sua roupas íntimas.
Voltou em poucos segundos, com as bochechas ainda vermelhas. Jogou um par de meias a Seunome, que ligava a TV, distraída.
-Tome cuidado com meu lindo rosto, Felton. - disse com falsa indignação. -Tom...
-O que foi? - perguntou em tom irritado.
-Pegue está almofada para mim? - perguntou indicando uma almofada ao lado do loiro.
-Sem chance. Não sou seu empregado.
Seunome, ainda com o par de meias na mão, enrolou-as, de modo que ficassem menos leves e jogou-as em Tom.
-Você me presenteou com meias! Sou um elfo livre! - disse encorporando Dobby de maneira um exagerada ao ajoelha-se com uma das mãos no peito e a outra no ar, segurando as meias.
-Cale a boca e me dê a almofada! - exigiu Seunome ainda mais séria.
-Tudo bem... - obedeceu-a.
Já no Cartoon Network, fez-se ouvida a música de abertura, e Seunome explodiu de alegria, cantando o mais alto que conseguia:
-...no mundo de Jake e seu amigo, Finn. Diversão é aqui. Hora de aventura!!
-Caramba Harrison. Quer que meus tímpanos expludam? - disse ele com as mãos cobrindo as orelhas.
-Esse não era o meu objetivo. Mas se seus tímpanos estão estourando, fico muito feliz por você. - piscou para o garoto, que estirou-lhe a língua.
-...que diabos...? - murmurou uma voz um tanto rouco vindo do outro lado da sala.
Tom e Seunome voltaram-se para a figura de cabelo espetado e loiro que era Lauren. O pijama rosa de bolinhas todo amassado e o rosto mais pálido. A garota parou ao ver Tom e, de boca completamente escancarada, correu de volta para o quarto.
Seunome não pode conter uma risada.
Tom, sem reação, olhou para Seunome. Como se esperasse alguma coisa vindo desta. Ela apenas balançou a cabeça - ainda rindo - e caminhou feliz até o quarto de Lauren. Encontrou a garota junto ao espelho, encarando seu reflexo chocada. A boca ainda escancarada e os olhos arregalados, como se acabasse de ver um fantasma.
-Incrível como você consegue transformar os dias mais tediosos em dias mais divertidos. - disse em pequenas pausas para recuperar o fôlego.
-Ah, cale a boca Seunome! Isso não foi nada legal! Se fosse com alguém que você gostasse muito você não estaria rindo! - disse a garota um tanto irritada.
Seunome fechou a cara na hora.
-Claro que não. Porque eu não "gosto" de ninguém. Não daquele jeito.
-O que eu vou fazer? - Lauren perguntou desesperada.
-Não seja dramática! Apenas se vista e finja que nada aconteceu. - falou como se fosse óbvio - O Felton nem estava prestando atenção!
-Não estava? - perguntou com um brilho esperançoso nos olhos.
-Já disse que não. Anda, vai colocar uma roupa decente! - disse Seunome por fim, saindo do quarto.
Chegando até o sofá onde estava, jogou-se, já não se sentindo tão alegre quanto antes. Direcionou o seu olhar ao programa, ficando em silêncio por alguns instantes. Mas o quebrou algum tempo depois:
-Por que veio tão cedo Felton? - perguntou interessada, sem tirar os olhos do desenho.
-Ah, nada demais. Apenas queria convidar a Lauren para ir ao cinema. - explicou.
-Que ótimo. Vou ficar sozinha de novo. - disse em um tom sombrio.
-Bom... Você pode ir se quiser...
-Sem chance, Felton - interrompeu-o - Não vou segurar vela! - prosseguiu.
Tom voltou a ficar vermelho.
-Não se preocupe. Por enquanto somos apensa amigos - disse em um tom quase inaudível.
-"Por enquanto", hein? - sorriu Seunome, maliciosamente.
-Pare com isso Harrison, está me deixando sem graça! - disse ele tentando esconder o rosto com as mãos.
-Que bom, era tudo o que eu queria. - sorriu Seunome, orgulhosa.
-Você é uma pessoa muito má. - disse Tom fingindo indignação.
Seunome balançou os cabelos, mostrando todo o seu orgulho e piscou para Tom, que riu.
Três episódios de Hora de Aventura já haviam passado quando Lauren finalmente foi receber Tom, que sorriu de maneira boba.
-Vim te convidar para ir ao cinema. Quer ir? - perguntou ainda sorrindo.
-Claro! Hoje? - perguntou corada.
Tom assentiu.
Os dois combinaram o necessário para que se encontrassem no local e horário correto, enquanto Seunome continuava olhando atentamente para a TV, assistindo a outro programa. Sua risada fez com que Tom e Lauren voltassem-se para a garota.
-Ah, Tom... me esqueci completamente de Seuapelido. Ela vai ficar sozinha outra vez... não quero isso pra ela. - disse ela com o olhar triste.
-Tudo bem, ela pode vir conosco. Mas ela disse que não quer. - explicou.
-Seunome, - chamou a garota, que virou rapidamente - Quer ir ao cinema comigo e com o Tom?
-Você não vão se pegar, vão? Por que se for o caso eu pego um lugar bem longe de vocês dois. - disse Seunome, tentando se manter séria.
Os dois se entreolharam nervosos, em seguida desviaram os olhos. O silêncio que permaneceu por alguns instantes foi quebrado pela voz trêmula de Lauren:
-N-não se preocupe. Não vamos fazer nada disso.
-Ótimo. Sendo assim, eu vou ao cinema com vocês. - Seunome sorriu contente para os dois pimentões a sua frente, que forçaram um sorriso, embora estivessem bravos com o o que a garota acabara de dizer.

Fanfic com Rupert Grint



Nome: I Hate you, but I love too
- Rupert Grint -
Gênero: Românce, comédia e drama.
Contém: Palavreado chulo e insinuação de sexo.
Classificação:+14


Por muito tempo ela preferiu guardar aquela lembrança. Aquela horrível e traumatizante lembrança. Por mais que tentasse esquecer. Pois o acontecido foi terrível demais para ser esquecido. O certo a fazer, segundo ela, era nunca mais sentir o que um dia sentiu por alguém, porque aquele sentimento poderia lhe trazer mais dor. Por isso procurou por um sentimento mais forte, que pudesse superar este que só lhe trouxera desgraça.
Mas nenhum sentimento é mais forte que o amor. Nem mesmo o ódio.


Seunome Harrison:
Seunome Harrison pode ser considerada má, competitiva, agressiva, orgulhosa, mimada entre outras coisas... Mas ninguém pode duvidar de sabedoria, determinação e coragem. Ela, apesar de seus de seus defeitos, retem dentro de si, uma garota frágil. Com o traumatizante término de seu namoro, Seunome tornou-se uma guardadora de mágoa, que não se preocupa com suas atitudes e que usa seu ódio para manter afastado o sofrimento.

Rupert Grint:
Rupert Grint tem um lado divertido e simpático, mas há momentos em que é preciso levar as coisas a sério. Mas ele nem sempre é assim tão fechado, somente quando está perto de pessoas consideradas ameaça. Sua fama diminuira com o término das gravações de Harry Potter, mas ele não acha isso ruim. Ao contrário. No momento ele prefere aproveitar a vida com as pessoas que gosta, mas continuando com sua carreira de ator.

Ed Sheeran:
Ed Sheeran é um cantor britânico famoso, que vive em Londres com sua melhor amiga Seunome e a amiga dela, que também é considerada assim por Ed, Lauren, para quem ele apresentou seu melhor amigo, Tom Felton. Ed é sincero, talentoso, fofo e protetor. Está sempre cuidando de Seunome, e esta é muito mimada por ele. Ed adora fazer festa e convidar os amigos, contanto que tenha bebida.

Lauren Smith:
Lauren é uma garota tímida, atenciosa e muito fofa. Conheceu Seunome ainda pequena, e desde então consideram-se grandes amigas. Apesar de serem assim, ainda há algumas discordâncias quando se trata das atitudes impensáveis e desagradáveis de Seunome. Lauren tem uma "queda" por Tom Felton desde que se conheceram, e agora são amigos; mas todos conseguem enchergar que os dois se gostam de um jeito diferente do que uma simples amizade.

Tom Felton:
Tom Felton é dedicado e fiel. É amigo de Ed e Rupert; Lauren também pode ser considerada sua amiga, mas não é preciso ser um gênio para perceber que ele gosta dela de outra maneira. Já Seunome, não é certo se o considera um amigo ou, simplesmente, "o menino que é apaixonado por sua melhor amiga". Tom, assim como Rupert também atuou nos filmes de Harry Potter e, assim como ele, prefere receber pouca atenção no momento.

Jordan Jackson:
Jordan é destemido e muito atrevido. Gosta de ultrapassar os limites para se provar. Namorou Seunome no segundo ano do ensino médio, mas terminaram. A maneira como tudo terminou foi um tanto desagradável para Seunome, que ficou traumatizada; portanto, para Jordan, foi apenas um um fim de namoro com uma garota imatura. Apesar de ser assim, Jordan tem uma forte persuasão, e consegue tudo o que quer. 

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Loucos e Indesejáveis


"Nossa loucura é a mais sensata das emoções; tudo o que fazemos deixamos como exemplos para os que sonham um dia serem assim como nós: LOUCOS... mas FELIZES!!!"
- Mario Quintana.

 Capitulo I: Só um reflexo.
Todos podemos nos arrepender de certos atos que cometemos com nossas mãos. Podemos nos arrepender de certas palavras, que às vezes dizemos ser a verdade, mas não passam de uma amarga mentira. E tem certos loucos, que se arrependem até do que não fizeram. Arrependem-se pelos outros e encaixam as peças do quebra-cabeça no lugar errado. Mas a nossa história nos define, derruba e capacita, acreditamos no poder do destino, e ele nos mostra como somos de certa forma, tolos.
Seunome não acreditava em destino. Acreditava que a culpa do que acontecia na vida das pessoas era das mesmas. Acima de tudo acreditava que tudo que havia acontecido em sua vida, era sua culpa.
Hoje, ela estava sentada, em sua varanda, um ano depois de seus pais terem morrido em um acidente de avião. Na sua mão ela segurava um copo de limonada e com a outra segurava seu peso. A sua frente estava seu namorado, Kenny, ou Kennedy, como odiava ser chamado.
Kenny estava brincando com o cadarço do tênis de Seunome, enquanto ela o observava. Lá estava ele, com suas mechas loiras caindo sobre seus olhos azuis. Seus pequenos olhos, brilhantes como as mais belas estrelas.
Se os olhasse de longe, pareceria apenas um casal em uma varanda, calados se amando, mas se realmente observasse a expressão de Seunome perceberia que ela estava em outra realidade.
Realmente sua realidade era outra, para alguém que havia passado cerca de sete anos da sua vida em um hospício aquele era o dia mais normal da sua vida. Não foram sete anos seguidos, foram anos divididos em períodos. Seu ultimo período durou até ano passado, quando seus pais morreram.
Os motivos pelos quais ela passou metade de sua vida em um hospício são diversos, mas totalmente sem nexo. O principal deles, uma traição. Não por parte dela e sim de seu pai, que a subornava para que não contasse a sua mãe, mas ela o faria; sim ela contaria. O verdadeiro problema é que quando se é criança os adultos decidem por você. Sendo assim, seu pai a colocou em um hospício para que “melhorasse sua sanidade mental”. Mas não era bem assim.
Anos em um lugar desses a fez conhecer muitas pessoas; de depressivos a seriais killers. Uma de suas “amigas” nesse maravilhoso mundo perturbado era Jessica. Uma garota esquizofrênica que esfaqueou Berry, seu ursinho de pelúcia, cerca de três vezes. Jessica alega que só fez isso porque havia uma câmera no olho do brinquedo, mas, cá entre nós, era apenas um olho.
Depois disso Berry foi enterrado, porque Seunome achou que duas cirurgias já tinham sido o suficiente.
Durante o tempo em que ela passou fora do hospício, ela teve oportunidade de conhecer pessoas normais, e agir como uma delas. Mas Seunome era diferente, e isso não aconteceu. Ela era uma menina estressada, e embora fosse inteligente, se tivesse que resolver algum conflito seria com seus punhos. E em outros tempos, teve a “oportunidade” de roubar um carro e sair andando com ele, até que, por uma infeliz coincidência, uma árvore entrou em seu caminho.
Estas foram apenas algumas de suas pequenas desventuras, e apenas alguns de seus vários problemas. Neste momento ela enfrentava o maior deles. Ela mesma.
-Tenho que ir.
Seunome ouviu uma voz dizer e foi tirada de seu profundo momento filosófico.
- O que? - ela perguntou confusa.
- Eu tenho que ir embora, bebê, tenho um trabalho para terminar.
- Ah... Fica mais um pouco; só mais um pouco. Por favoooor. - Seunome disse com voz manhosa.
- Ta bem, só mais um pouco. Mas antes, posso ver um negócio no seu computador? - Kenny disse com voz calma e um sorriso que fazia Seunome querer dar tudo a ele.
- Pode. - Ela respondeu sorrindo, já que ele ficaria.
Seunome se sentia sozinha naquela casa enorme. Seus pais eram extremamente ricos em vida, e por esta causa, deixaram a seus filhos uma grande fortuna.
Por se sentir sozinha, mesmo com tantos empregados, ela gostava da companhia de seu namorado, mas este trabalhava muito durante a semana, então ela só o via aos finais de semana.
Assim, Seunome e Kenny subiram até seu quarto. Ao entrarem, ela se jogou na cama e ele se sentou em sua cadeira, a frente de seu computador.
Enquanto ele fazia sabe-se lá o que no computador, Seunome observava as paredes de seu quarto, e as memórias de sua infância tilintavam na sua cabeça. Lembrava-se, que naquele mesmo quarto, já havia lido seu primeiro livro, brincado com suas primeiras bonecas e derrubado suas primeiras lágrimas.
Tudo parecia estar lá, cada memória a chamava em um vôo suave dentro do quarto. Mas tudo estava morto. Memórias passadas que não voltariam, mas corriam o risco de se repetir.
Nostalgia era bom, mas não era o que ela queria. Sacudiu a cabeça algumas vezes até conseguir se focar no que era real para ela naquele momento. O menino que estava no quarto era real. Logo após conseguir se concentrar caminhou até ele e o abraçou pelas costas. Ao perceber o toque de suas mãos, pequenas, porém não tão delicado assim, Kenny virou sua cabeça para o lado e com um leve sorriso depositou um selinho nos lábios da menina.
Olhando para ela tudo parecia pequeno. Seus olhos azuis, e pequenos. Seus lábios arredondados e fofos, pequenos. Seus pés, pequenos. No geral ela era pequena. Tão frágil quanto uma bonequinha de porcelana. Ao olhar para ela, Kenny sabia que tudo que queria era protegê-la, mas sabia que não podia cuidar nem de si mesmo.
- O que esta fazendo? - Seunome perguntou a seu namorado.
- Olhando o site da faculdade que quero fazer. Está vendo? - ele disse apontando para a tela do computador – Fica na Bélgica. É para lá que eu vou; daqui a seis meses, se eu tiver sorte. - ele concluiu com um sorriso no rosto.
- É... Eu me lembro. Você já me disse isso algumas vezes. - Seunome respondeu um pouco contrariada embora tentasse sorrir.
Era isso. Seus dias com o seu namorado estavam contados. A muito tempo atrás, no começo da relação, ele havia lhe contado que iria para Bélgica um dia, para fazer faculdade. Hoje Seunome notou o quanto este dia esta perto.
Ela queria realmente se sentir feliz por ele e apoiá-lo, mas não conseguia, e se sentia extremamente egoísta por isso. Não se sentia feliz porque ele iria partir e deixá-la sozinha, em um mundo onde ela não consegue ser feliz sem ele, pelo menos é isso que ela pensa. Quanta inocência.
Mesmo assim, ela tenta deixar seus sentimentos de lado e apoiá-lo. A felicidade dele importa também, e ela sabe disso.
- Vou sentir tanta saudade. - ele disse encostando a testa na da garota,  que agora estava em seu colo.
- Também vou. Muita. - Seunome respondeu colocando toda sua tristeza para fora com simples 3 palavrinhas.
- Mas vai passar rápido, e eu prometo que quando eu voltar eu te levo naquela confeitaria que você gosta e compro quantos bolos você quiser. - Kenny respondeu um pouco brincalhão.
- Esta bem, e eu vou te ligar todas as noites para te contar quantos espelhos eu quebrei. - ela respondeu no mesmo tom.
Por um momento os dois se olharam, sorrindo levemente, mas verdadeiramente.
Aquilo era o importante, um fazia o outro feliz, e isso bastava.
Mas será que se faziam tão bem quanto precisavam?
Aproximaram-se lentamente, até poderem sentir que foram parados, por um toque único e delicado, que ambos conheciam.
Um beijo.
Longo e suave.
Um momento mágico, que todos já experimentamos ou experimentaremos, sendo mágico apenas se for com alguém que você ame. A pessoa pode até ter gosto de cebola, de Halls, quem sabe gosto frango, mas se você a amar, um beijo com ela sempre valerá apena.
Então foram interrompidos por uma leve vibração no bolso do rapaz. Era seu celular.
- Oh shit! - Kenny disse olhando para o celular.
- O que é?
-Minha mãe me mandou uma mensagem, eu tenho que ir para casa, ela vai sair e precisa que eu fique lá.
- Ah, ta bem. Seunome disse um tanto entristecida.
- Desculpa Seunome... Eu queria mesmo ficar aqui, mas não posso.
- Tudo bem fofo, eu entendo.
- Ta bem minha linda. Te amo, e eu prometo que volto assim que puder. Tá bem?
- Tá bem - Seunome respondeu com as bochechas levemente coradas.
Kenny sorriu e a abraçou. Logo após outro pequeno beijo surgiu entre eles.
Ele pegou suas coisas, olhou para trás, mas uma vez com um sorriso triste no rosto, acenou e partiu.
Seunome ficou sentada no chão de seu quarto, pensando e relembrando sobre como havia sido o dia de hoje.
Ela havia encontrado Kenny no parque, depois haviam comido cachorros-quentes de almoço e em seguida caminharam e assustaram os pombos do parque.
Depois haviam ido para a casa dela, assistido o filme “Homem-aranha” pela terceira vez e depois foram para a varanda, onde passaram um tempo fazendo nada.
Havia sido um bom dia em sua opinião, não havia começado muito bem, mas acabara de um jeito agradável.
Flashback mode on:
O dia estava claro, e o sol batia forte em meu rosto. Acordei com ele nos meus olhos. Sol inconveniente!
Levantei-me e olhei que horas eram, 8:34 da manhã. Por que acordei tão cedo? Será que fora por conta dos pesadelos que tive?
Bem, sei lá. Caminhei até o banheiro e passei uma água no rosto. O chão estava extremamente gélido. Enquanto olhava para meus pés me lembrei que teria um pequeno compromisso na hora do almoço, e deveria me arrumar logo.
Despi-me e percebi o quanto de maturidade faltava no meu corpo infantil, em especial nos meus seios.
Entrei na banheira e deixei a água me dominar, era bom me sentir relaxada, mesmo que não merecesse.
Ao sair do banho coloquei uma roupa casual. Uma blusa amarela (minha cor preferida) , e uma saia branca. Na blusa havia também um desenho de uma nota musical em  vermelho. Qual nota seria?
Resolvi me olhar no espelho - a tempos não fazia isso -, mas meu psicólogo vive a insistir que eu deveria tentar fazer isso.
Me aproximo do monstro. Dou passos lentos e cuidadosos. Lá está ele, tampado com um pano. Eu paro. Por um instante observo meus pés. Anda logo sua covarde, ordeno a mim mesma, do que você tem medo?
Dela.
E só quando puxo o pano de cima do espelho é que a vejo. Lá esta ela; me observando com aquela expressão de psicopata e suas roupas sujas. Mãos sedentas de sangue, sorriso sínico e uma faca em uma das mãos.
O que ela vai fazer com aquela faca?
Não, ela não vai fazer nada, ela já fez.
O que ela fez?
A pergunta é... O que você fez?
Não. Não pode ser eu.
Tem certeza?
Meu Deus! O que foi que eu fiz? O QUE FOI QUE EU FIZ?
Matou eles.
Por um momento deixo a raiva me possuir.
- SEU MONSTRO!  - eu grito.
Não posso suportar. Caminho para mais perto do espelho e começo a socá-lo.
Nossa, como isso dói. Mas não tanto quanto a dor que lhes causei.
Um soco.
Dois.
Três.
Isso bate nela.
Dez socos talvez.
- NÃOOOOOOO! - eu gritei novamente. Prossegui, agora de joelhos e deixando que as lagrimas dominassem meu rosto – Por que você fez isso?... Por que matou eles?...  Ele... Ele me disse que ficaria tudo bem...! Por que mentiu para mim?P-por que?...
- Seunome o que você está fazendo? - Sarah disse agora entrando em meu quarto com uma expressão desesperada.
Flashback mode of:
Seunome passou a mão no rosto sentindo que algumas minúsculas lágrimas caíam de seus olhos novamente. Fora um dia de muita "água".
Ela olhou a sua volta. Estava sozinha de novo. Encarou suas próprias mãos, encontrando-as enfaixadas devido ao seu “acidente” com o espelho, como ela disse a todos.
Era óbvio que todos sabiam que era mentira, mas e daí? Sua vida inteira não passava de uma mentira e ela não estava reclamando.
- Por que ele estava aqui?
Seunome ouviu uma voz dizer e olhou para a porta. Era Sarah, uma das empregadas.
Esta mesma empregada conhecia Seunome desde bebe, e sempre convivera com ela, por esta razão não tinha o mínimo medo dela; na verdade se fosse preciso, Sarah seria capaz de dar uma sova com suas mãos de tábuas, como Seunome gostava de chamar, pois estas doíam muito.
- Ele estava fazendo uma pesquisa. - Seunome respondeu rapidamente.
- Já disse que não gosto deste rapaz, muito menos no seu quarto.
- Não sei o que você tem contra ele.
- Contra ele nada, só que você é uma criatura sem juízo, é fácil lhe passar a perna.
- Tá dizendo que ele namora comigo só por interesse?
- Não, mas é uma possibilidade. Vê se abre o olho menina e me obedece, porque se você ficar grávida antes da hora não sou eu quem vai cuidar da criança.
- Não fale essas coisas. Kenny me ama, não faria isso comigo.
- Só porque ele te disse isso não quer dizer que seja verdade. - Sarah disse seca, depois continuou: - Olha, não estou dizendo que ele é uma má pessoa, e nem que ele não te ama, mas por favor me escute, eu me arrependo de não ter ouvido a minha mãe, só não quero que você destrua sua vida.
- Em primeiro lugar a minha vida já está destruída, e em segundo lugar eu sei me cuidar sozinha. - Seunome respondeu já cansada do assunto.
- Falou a menina que socou o próprio reflexo. - Sarah disse sarcástica.
- Sarah! - gritou Seunome indignada.
-Está bem, está bem. Parei. Só entenda, eu não estou só te enchendo o saco, estou te alertando, abre o olho menina.
-Ok, já entendi.

Assim uma conversa muito estimulante acabou, com Sarah voltando ao trabalho e Seunome voltando ao seu trabalho, que era não fazer nada.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

 Nome: Loucos e Indesejáveis.
 - Josh Hutcherson -
Gênero: Romance, drama.
Contém: Violência, palavreado inadequado, insinuação de sexo.
Classificação: +14.


Sinopse:
Seunome é um garota de 18 anos considerada "perturbada" por todos. Por anos viveu em hospícios e agora, após a morte de seus pais, foi liberada. Passou a vida inteira vivendo longe da sociedade normal, sendo assim não sabe como ser uma pessoa normal. Até que em um belo dia de muitas intrigas e uma visita a delegacia, lhe faz reencontrar um velho amigo de infância. A partir daquele momento sua vida tornou-se diferente e  ela começara a ver que não é tão bom ser normal, só é preciso saber amar.
                        Seunome Allen:
Seunome é uma menina que não pode ser considera comum. Desde de pequena era mais inteligente do que o resto das pessoas da sua idade; mas essa inteligencia lhe trouxe problemas. Com um passado repleto de decepções ela adquiriu uma personalidade forte e descontrolada. Além de crises de posse e ataques de agressividade Seunome terá agora que enfrentar seu maior desafio.


Josh Hutcherson:
Josh é, como pode-se dizer, um bom rapaz. Faz faculdade, é um bom filho e tenta ser um ótimo namorado para Megan. Ele acha que está feliz, mas tudo o que faz apenas deixa a seus próximos felizes. Mas o destino quis lhe dar um novo desafio. Um encontro com uma velha amiga irá lhe abrir os olhos para um novo futuro.


Ana Devonne:
Ana é uma garota tímida e muito preservada. É facilmente persuadida e enganada; por esta mesma razão teve muitas decepções amorosas. Uma delas lhe resultou em um problema, ou não. Embora indecisa, quando se trata de Seunome ela sempre sabe o que fazer, sendo assim sua melhor amiga.


    Darwin Allen:
Darwin tem 25 anos e é o irmão mais velho de Seunome. Fez faculdade de Engenharia Civil e é um cara bem sucedido, por fora. Por dentro é um verdadeiro covarde e guarda uma magoa imensa de sua irmã e de seus pais, tornando-se assim uma pessoa amarga e ruim. Hoje ele quer dar o troco em sua irmã, mas será mesmo que é ela que ele odeia tanto?

                            Sarah Hall:
Sarah é uma mulher de 40 anos que trabalhou a vida inteira para o Sr. e Sra.Allen como empregada. Morou um bom tempo com seu marido e filhos até se separar e se mudar para Boston, onde passou a ser empregada. Cuidou de Seunome e Darwin como se fossem seus filhos embora nunca tenha dado realmente amor a eles, já que não tinha tal obrigação.


                         Patrick Shaw:
Patrick tem 21 anos e faz faculdade de artes plásticas. Ele nasceu na Inglaterra mas se mudou para os Estados Unidos quando sua mãe e seu pai se separaram. Além de ser um ótimo artista, Patrick é o melhor amigo de Josh, seu fiel conselheiro e o mais divertido também. Patrick Adora festas e garotas, mas se tiver que se comprometer com uma ele acaba fugindo.

domingo, 5 de outubro de 2014

Capítulo II - Dark Paradise

Nathan já estava pronto. Encontrava-se sentado no banco de trás do carro, olhando para o lado externo do carro, vendo o movimento de pessoas e carros apressados. Ele estava distraído naquele dia, pensando na banda, na Rachel... de repente alguém interrompeu seus pensamentos:
-Chegamos. - disse Max depois de estacionar o carro.
Os garotos desceram, olhando para o enorme edifício, que seria sua nova área de trabalho a partir daquele momento.
Ao entrarem, foram até o balcão onde se encontrava três mulheres, duas delas atendiam o telefone. A mulher que estava distraída com uma pilha de folhetos se assustou quando ouviu Jay pigarrear pra chamar-lhe a atenção.
-Vocês devem ser a nova banda - disse ela contente- The Wanted, estou correta? - Os meninos balançaram a cabeça positivamente e a mulher subitamente agarrou o telefone livre ao seu lado e apertou um botão. - Chamarei o Charlie para atendê-los.
Charlie é um homem adulto, na casa dos 50 anos. Ele é dono da produtora/gravadora, e tem muito orgulho de suas bandas, cantores e funcionários. Ele sempre foi alegre e simpático com todos e dificilmente se zanga.
***
-Venham comigo garotos - disse Charlie depressa.
Os garotos o seguiram.
-Desculpe os maus modos, a equipe de vocês ainda não está pronta, tenho que chama-los imediatamente.  - continuou - E enquanto isso acontece, vocês esperam aqui. - disse ele abrindo uma porta de uma sala muito bem decorada.

Seunome ria, mesmo que Sam já tivesse lhe contado a mesma piada inúmeras vezes, quando Charlie se aproxima delas, o mesmo sorriso simpático de sempre e diz:
-Eles chegaram.
Em seguida ele se afasta, chamando dois homens que conversavam mais adiante delas e dizendo a mesma coisa.
Seunome aproveitou que estavam conversando próximas ao bebedouro  para pegar um copo d'água e beber durante o caminho, mas ela não notou a tamanha sede que estava e a saciou bebendo tudo em pouquíssimos segundos, deixando o objeto apenas como uma distração. Charlie fez sinal para que o seguissem, e assim o fizeram. Ele as guiou, junto com ouras pessoas - membros da equipe - até a sala onde a suposta banda (a qual Seunome nunca havia visto um vídeo se quer, ou até mesmo ouvido uma música) se encontrava.

A porta foi aberta, e por ela passaram várias pessoas, compondo os membros da equipe. Seunome reparou que os garotos pareciam todos alegres e ansiosos, exceto um. O olhar fixo no chão e a cabeça distante, parecia nem ter percebido a presença da equipe. Charlie estava apresentando os membros da equipe, mas só depois que ele disse "Seunome" foi que Nathan levantou a cabeça, e ela o reconheceu na hora: Nathan.
Os olhos de Nathan e Seunome se cruzaram se encontraram, e os dois sorriram um para o outro como um comprimento. Seunome voltou-se irritada para Sam que a cutucava seguidamente. As duas tinham que se retirar, os compositores apresentariam uma nova música para a banda.
Logo depois que as duas saíram da porta Sam puxou Seunome até um corredor quase deserto e cochichou:
-Você conhece? - os olhos dela brilhavam.
-Ele é o meu vizi...
-Você é sempre tão sortuda! - disse Sam com uma expressão triste no rosto.
-Sortuda? - repetiu ela tentando compreender.
-Primeiro o Liam, agora ele...
-Ele quem? - dessa vez foi a vez de Seunome interromper.
-O Nathan! o Integrante da banda! Você sempre conhece os meninos mais lindos! Falando no Liam... você não tem um jantar com ele essa noite? -de repente os olhos de Seunome se arregalaram.
-Tenho!
***
Liam animou-se ao vê-la, passando pela porta do incrível restaurante com seu tímico vestido preto básico. A dias não se encontravam - ou se falavam -, por isso o jantar. Seunome puxou a cadeira e se sentou frente a Liam, que não conseguia disfarçar o enorme sorriso e o brilho nos olhos.
-Desculpe a demora. - disse ela arrastando a cadeira um pouco mais para frente.
-Não se preocupe tanto com isso, você está aqui, e é só o que importa. - Seunome, que mantinha os olhos fixos na mesa, os ergueu para observar Liam. Ele a fazia se sentir tão mal em certos momentos... - foram apenas 14 minutos.
-Se você realmente não se importasse não teria contado quantos minutos me atrasei. - concluiu ela com um sorriso vencedor no rosto.
-Tudo bem, talvez o seu atraso tenha sido comodo... - ele baixou o olhar por alguns instantes - mas não pra mim. - ele ergueu o olhar para uma Seunome corada.
-Eu li as suas cartas de última hora... desculpa.
-Não se preocupe com isso. Que tal fazermos o nosso pedido? - perguntou Liam, um tom de seriedade.
Seunome balança a cabeça positivamente, em seguida Liam olhou por cima do ombro e fez um gesto para um garçom que os observava, Will. Ele se aproximou da mesa com urgência Liam faz o pedido primeiro. Will olha para Seunome e franze as sobrancelhas, Seunome faz um gesto com a cabeça, em seguida o garçom se afasta e vai até a cozinha. Will não perguntava o pedido de Seunome, pois já estava familiarizado com a frase "O de sempre".
Fazia quase dois meses que ele não via o casal, o que não era mais novidade agora que os dois tinham compromissos nos quais não podiam faltar, como a faculdade de pediatria que Liam esperou dois anos para começar, e o atual trabalho de Seunome, assim diz ela.
O pedido deles chegou. Os dois pouparam palavras para degustar a comida. Ao terminarem a refeição, Liam pediu a conta, e estava tirando o dinheiro da carteira quando Seunome o impediu:
-Não! Você não vai pagar para mim...
-Gosto de ser cavalheiro. - respondeu Liam com um sorriso satisfeito.
-Mas eu...
-Não precisa Seunome, sério. - Liam a olhou seriamente.
-Vocês realmente não mudaram nesses últimos anos, não é mesmo? - disse Will.
Will conhece o casal desde o começo do namoro, quando Seunome ainda tinha 15 anos e Liam 17, ou seja, á três anos; o primeiro encontro do casal foi no mesmo restaurante. O romance dos dois havia ficado forte, mas Seunome se sentia distante de Liam e o amor que existia por ela já não é o mesmo. Ela não sabe bem o motivo, mas ela lembra de quando esse sentimento de distanciamento começou. Iniciou-se quando Liam começou a faculdade.
***
Os dois saíram do restaurante, a brisa gelada da noite batendo em seus rostos. Seunome entrou no carro de Liam, agradecendo pelo calor mantido lá dentro. Ela não podia deixar de se odiar por ir de carona até seu apartamento, desejando que seu aniversário chegasse logo para aprender a dirigir.
-Você não precisava se preocupar Liam.
-Já disse que gosto de ser cavalheiro, principalmente com você. - disse Liam ligando o carro.
-Bom, se isso não te incomoda...
-Nem um pouco!

Liam encostou o carro, se desliga-lo.
-Quer que eu te acompanhe?
-Não, eu estou bem obrigada. - Seunome forçou um sorriso. Por mais que as ações de Liam fossem boas e pra lá de educadas, ela se sentia incomodada quando ele as fazia.
Liam segurou o rosto de Seunome com as duas mãos e depositou um beijo em seus lábios.
-Eu te amo. - sussurrou ela, mesmo não tendo certeza quanto a isso.
Antes que pudesse sair alguma palavra da boca de Liam, a garota abriu a porta e saltou para fora do carro, feliz por aquilo ter acabado. A porta do elevador se abriu, ela saiu impacientemente o correu para o apartamento, pisoteando a correspondência de seu vizinho. Ela xingou em voz baixa e pegou as cartas, deixando-as sobre a mesa. Ela pega um caderno velho jogado sobre sua bancada da cozinha e, em uma folha avulsa, escreve os seguintes dizeres:
"desculpa não ter lhe entregado no horário de sempre, sem querer pisei na sua correspondência, por favor não pense que foi por vingança!"
Ela fitou o papel por um tempo, como se decidisse entrega-lo ou não, em seguida ela dá de ombros e dobra a folha de maneira desajeitada, colocando-a entre os envelopes. Com pressa, ela apenas empurrou os mesmos para de baixo da porta de Nathan. Em seguida, Seunome voltou para o apartamento, trancando-o.
Alguns minutos depois, já deitada em sua cama, Seunome encara o teto, como se pudesse ver além dele. Seus pensamentos giravam em torno das mesmas coisas... seu passado, o presente... mas principalmente o passado. Ela se fazia perguntas e mais perguntas, mas ela não queria a resposta de nenhuma delas, seu único desejo era não dormir, afinal, os pesadelos dela assombrariam qualquer um.

Seunome acordou, encharcada com o próprio suor e ofegante. Ela se levantou e foi até o banheiro, despindo-se a garota olhou para si mesmo no espelho à sua frente. Por quanto tempo isso vai continuar? é provável que isso nunca termine, concluiu ela, apertando suas pálpebras com força, tentando afastar as imagens que continuavam a assombrá-la. A garota abriu os olhos, tendo manchas em sua visão agora, devido ao tempo e a força com que fechou os olhos. A garota caminhou até o chuveiro e o ligou. Sentindo a água cair em sua pele  - antes já molhada - sorriu. Adorava tomar uma ducha quente depois de um momento difícil ou de até mesmo, um pesadelo.
Depois de se trocar, caminhou até a cozinha. A cozinha e sala eram divididas por um balcão, colado na parede da cozinha, contendo duas banquetas de coura laranja bem clarinho.
Na geladeira a garota analisou uma folha, onde havia os remédios e os horários nos quais deveriam ser tomados. Seunome pegou uma caixa de plástico, guardada em um armário colado à parede em cima da pia e a colocou no mármore. Quando abriu, encontros todos os remédios organizados, talvez o modo como o qual organizou havia sido um exagero, mas não para ela. Após tomar seu remédio, encaminhou-se para a geladeira, estava pronta para abri-la, mas então recuou. A ausência da fome já não era novidade para ela.
Seunome analisou o relógio preocupada. 8:14. Ela deveria estar na produtora/gravadora em 6 minutos, então achou melhor ligar para Sam e pedir que lhe desce uma carona. Sam atendeu e concordou em leva-la ao trabalho. Sendo assim, Seunome pegou sua bolça e foi até a porta. Não havia correspondência alguma, não para Nathan. Ela pegou uma carta e leu-a. Esta tinha o nome de Liam, mas o que a surpreendeu foi um papel que vinha atrás da carta, contendo os seguintes dizeres: "Hahaha, não achei que a minha correspondência estivesse amassada, pelo menos não tanto quanto amassei a sua."
A garota sorriu aliviada ao concluir que Nathan não tenha ficado bravo com seu descuido.

A produtora/gravadora estava movimentada, como de costume. Seunome agora se sentara com Sam em um dos sofás da recepção, esperando por ordens.
- ... como foi o jantar? - perguntou Sam, fazendo Seunome despertar de seu devaneio para olha-la.
- Normal. - respondeu ela, simplesmente.
- "Normal"? É só isso? Onde estão os detalhes? - Sam franzia o cenho aguardando sua resposta.
- Eu só não quero ficar falando nisso... - Seunome agarrou um almofada ao seu lado e a apertou contra o peito.
Sam suspirou, impaciente.
- Um dia você ainda vai ter que dizer à ele. - disse Sam, antes de se levantar e caminhar até o balcão falar com uma das recepcionistas.
Seunome bufou, como se o ar levasse embora todos os sentimentos ruins, o que, obviamente não aconteceria.

Nathan estava animado com o novo single, ele o achara incrível, e tinha fé de que faria sucesso. Os meninos também tinham a mesma esperança, e haviam espalhado para todos que, caso a música fizesse sucesso, eles fariam uma festa de comemoração.
Por vários dias, o nome da música foi mantida em segredo, aguardando pelo dia certo para ser revelado. Para a alegria dos curiosos, o nome foi realmente revelado no dia da gravação, mas, para a infelicidade dos curiosos, o single ainda não fora liberado para o escutarem.
O dia da gravação do vídeo finalmente chegou, estavam todos excitados, principalmente os garotos. A equipe foi divida em funções, para não desperdiçar tempo. Seunome encontrava-se em uma sala junto com outras garotas que tinham a mesma função: deixar a banda irresistível.