segunda-feira, 16 de junho de 2014

Mini Fanfic Zayn Malik - Because Love Is Forever

Era como se eu tivesse desmaiado e acabasse de acordar. Mesmo com a visão embaçada pude ver duas figuras paradas - ambas do lado direito - ao lado de minha cama. epois de um tempo as reconheci: Doniya, minha cunhada e amiga; e a minha adorável sogrinha, Trisha. Olhei em volta. Mobílias caras, decoração divina... A casa estava impecável.
-Ai meu Deus! Ela acordou! - Doniya disse levando as mãos a boca.
-Que bom que você acordou! Aquele acidente nos deixou chocados! - mamãe disse.
-Acidente? - perguntei com a voz fraca.
-Você não se lembra? - mamãe perguntou.
Demorou poucos segundos até eu receber flashes do que tinha acontecido.

*** Flashback on
O casamento terminou mais tarde do que havíamos planejado.Tudo o que eu queria era fechar os olhos e dormir até as 4:00 p.m. Zayn além de sonolento estava bêbado, o que me preocupou muito. Estávamos a caminho do aeroporto, e de lá viajaríamos para um lugar onde passaríamos a nossa noite de núpcias. Mas, isso não aconteceu conforme prevíamos. Por mais que eu insistisse para que Zayn parasse, mas toda vez que eu dizia isso ele ficava mais zangado e perigoso no volante. Depois de muito ficar quieta, ele dormiu no volante e entramos na pista contrária, batendo de frente com outro carro.
Zayn's P.O.V on
Sai do carro engatinhando. Me levantei e observei o local. Grama alta e úmida. A rua a alguns metros longe de onde eu estava. caminhei até a porta do passageiro, esperando ver Seunome bem. A primeira coisa que ela diria seria: "Eu te avisei!". Depois de fazer muita força abri a porta.
-Está tudo bem? - perguntei, mas ela não me respondeu, - Seunome? - o sangue que escorria em meus braços não se comparava ao que escorria no rosto dela.
Alguns carros paravam no acostamento, curiosos e assustados. Um dos motoristas saiu do carro e veio até mim.
-Você é médico? - perguntei, mas ele negou com a cabeça.
-Não se preocupe, a ambulância já está a caminho! - ele correu até o outro carro - no qual eu avia batido.
-Senome!! Fica comigo... - tirei o cinto que a prendia fazendo que ela caísse sobre meus braços sanguentados - fica comigo, amor...
Ouvi a sirene, que ficava cada vez mais alta. O homem que me avisara da ambulância finalmente saiu do carro. E lá de longe consegui ver sua expressão. Ele olhou para mim e balançou a cabeça negativamente. A vítima morreu.
Lágrimas escorriam de meus olhos. Senti meu rosto ficar quente. O peso de culpa...
A ambulância parou no acostamento. Minhas lágrimas deixaram minha visão embaçada, mas senti a Seunome sendo levada. Me levantei e tentei acompanhar os paramédicos, mas cai. Consegui me levantar. Enxuguei o rosto e os segui. Devagar e confiante. Eles tentaram reanimar a outra vítima mas não deu certo. Seunome estava na maca. Os paramédicos a reanimaram, bastaram apenas duas tentativas para que Seunome abrisse os olhos. Fiquei muito feliz, mas ela fechou os olhos novamente. Olhei para um dos paramédicos assustado.
-Ela se foi? - perguntei.
-Não. Está apenas dormindo. - respirei fundo, aliviado.
Os acompanhei até o hospital, e esperei na sala de espera. Liguei para minha mãe avisando sobre o acidente, e pedi ficasse no hospital junto comigo. Antes mesmo de ela chegar eu dormi.
Depois de acordar, minha mãe me levou para casa, e disse que ficaria no hospital, eu disse que não mas ela insistiu.
***
A luz já banhava o meu quarto e nenhum sinal de sono. Porém, o cansaço era forte demais para que eu pudesse me levantar. Meu corpo estava dolorido, como se meus ossos estivessem se partindo; e as feridas ainda não haviam sido tratadas.
Ignorei o meu cansaço e levantei. Fui até o telefone para ligar para minha mãe. Mas durante o curtíssimo trajeto da minha cama até o telefone, senti tudo girar e me apoiei na parede. Me agachei devagar e sentei no chão. Depois de alguns minutos assim, comecei a sentir ânsias de vômito. Corri para o banheiro, abri a tampa no vaso e inclinei-me. Vomitei três vezes. Ressaca. Me levantei - limpando a boca. Lavei o rosto e as mãos e depois enxuguei os mesmos.
Só às 2:13 p.m. eu senti sono.
Zayn's P.O.V. off
-Ah... ele ficou tão mal depois do acidente... - Tricia disse.
-Ficou? - ela assentiu. Não pude evitar um sorriso.
-Depois de ele pagar as muitas multas cobradas, ele teve um pequena queda de depressão. Porque você entrou em coma e permaneceu assim por muito tempo. - ela ficou quieta por alguns minutos, olhando para mim. Depois de um tempo ela disse: - Ele tentou esconder o acidente dos outros, mas não demorou dois dias até que os outros descobrissem. - ela disse se sentando ao lado da cama.
-A quanto tempo estou aqui? Aqui em casa, digo. - perguntei com a voz um pouco rouca.
-Eu acho que a uns três dias. - Doniya respondeu. - Zayn ficou o tempo todo ao seu lado. Bom, exceto quando o mandávamos descansar. Ele se sente muito culpado pelo acidente. - acrescentou.
-Onde ele está? - disse com a voz um pouco melhor.
-Ah... minha querida... Ele viajou ontem à noite. Ele foi fazer a Take me Home Tour.
-E... quando ele volta? - perguntei sem esperanças.
-Daqui a 10 meses.
***
Os dias se passaram lentos e dolorosos. Foram quase três meses de fisioterapia. Não recebi notícias de Zayn e nem de ninguém da banda, o que me deixou decepcionada. Porque ele não me ligou?
Doniya me fazia companhia todos os dias, mas isso não me satisfazia. Eu só queria o Zayn. Apenas ele faria com que eu me sentisse melhor. As noites eram longas, e também, deprimentes. Tive pesadelos quase todas as vezes que ousava fechar meus olhos. As noites sem a Doniya eram as piores, pois não havia ninguém para conversar ou para me distrair.
Já no "último" mês de espera, eu me sentava todos os dias todas e as noites em um comprido banco de madeira, posto no jardim da frente da nossa casa. Os dias foram se passando, o décimo primeiro mês... o décimo segundo... mas ele nunca chegava. Eu parei de me sentar naquele banco, parei de esperá-lo. Não resolvi fazer isso por conta própria. Tricia dizia que seria melhor assim, e eu a obedeci.

Zayn's P.O.V. on
Lá de longe vi a casa. Meu coração batia forte e acelerado. Mesmo sabendo que Seunome não estaria lá para me esperar. 

Algumas semanas depois do início da turnê, a Modest notou que Zayn tinha constantes mudanças no humor e sempre estava abalado por causa do acidente. Então, resolveram fazer com que ele esquecesse tudo isso com a notícia de que Seunome havia morrido, devido ao seu estado, o que deixou ele ainda pior. A Modest cortou qualquer contato que Zayn poderia ter com sua familia ou amigos. A partir deste dia, Zayn se recusou a continuar a turnê, permanecendo assim por mais um mês. Quem o convenceu a voltar para a turnê foi Liam. Depois de quase dois meses de turnê atrasada, tudo estava bagunçado, e teve que ser refeito as pressas.


Estacionamos o carro. Niall foi o primeiro a descer, seguido por Louis, eu, Liam e por último,  Harry. Que parecia animado ao mexer no celular. Pegamos as nossas bagagens e colocamos ao lado da porta. Os meninos passariam alguns dias comigo, apenas para me fazer companhia. Já que posso acabar fazendo alguma besteira a qualquer momento, como Louis disse. Voltei para o carro para buscar a chave de casa, que parecia ter se perdido entre várias embalagens de comida. Depois de remexer todas aquelas embalagens encontrei a chave. Peguei ela e caminhei até a porta, colocando-a na fechadura da mesma. Girei a maçaneta e abri a porta, deixando que os raios de luz invadissem o cômodo. Os meninos foram buscar o resto da bagagem enquanto eu levava as que estavam na porta para a sala, o primeiro cômodo. 
Encostei uma das malas na poltrona felpuda da sala quando uma voz me fez gelar. Reconheceria aquela voz em qualquer lugar. Seunome.
-Como foi lá Donyia? - virei-me, apenas para me certificar se era mesmo quem eu imaginava que fosse. Seunome se encontrava-se deitada no sofá, segurando uma revista que me impedia de ver seu rosto. - Donyia? Eu te perguntei como você foi lá?! - permaneci parado, sem me mover. Assustado e sem saber o que dizer ou fazer.
Ela abaixou a revista, e, por um momento o tempo parou. Ficamos congelados olhando um para o outro. Ela se levantou devagar e deu um passo em minha direção. Ficamos perto suficiente para que eu pudesse agarra-la e depositar um longo beijo em seus lábios. Ela se afastou.
-Porque você não me ligou? Você não deu notícia alguma! Achei que você tivesse morrido ou algo assim!
-Eu estou bem. E estou aqui. Senti falta das suas brigas sem motivo... - acariciei suas mechas rebeldes que ameaçam escorregar de sua orelha.
-Eu não brigo sem motivo seu idio... - a interrompi com outro beijo.
Me afastei, mas quando o fiz ela me abraçou e me beijou novamente.
Eu apenas queria aproveitar aquele momento com ela. A partir de agora eu viverei com ela como se fosse o nosso último momento juntos.
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