segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

I Hate you, but I Love too - Capítulo VII

Depois de lavar o rosto, voltou para a sala, meio avoada. Encontrou Ed recolhendo as embalagens de doces que impregnavam o lugar. Ela até poderia considerar a possibilidade de agradecer o amigo, se não fosse pela cerveja que o mesmo segurava.
- Mas que droga, Sheeran. Não poderia para de beber, ao menos hoje? – perguntou, irritada.
Ed a olhou um pouco assustado. “Sheeran” só era usado por Seunome quando estava muito zangada com o amigo.
- Ah...
- Me dá aqui essa droga! – disparou até o amigo arrancando a lata das mãos do amigo e correndo até o banheiro.
Mesmo brava ela ainda dava altas gargalhadas. O amigo ria, correndo atrás dela, tentando a todo custo que ela... Já era. Não havia mais como impedi-la. O conteúdo foi por água abaixo depois da descarga.
- Você me paga, sua baleia! – falou rindo, mas também um pouco bravo.
Teu um peteleco na testa de Ed e disse em seguida:
- Eu vou te pagar? Você vai cedo, chega tarde e ainda não recompensa a sua amiga?! Grande amigo você é, Sheeran. – cruzou os braços e o empurrou para o lado.
Ela parecia realmente zangada.
- Eu estou exausto! – foi a única desculpa que encontrou.
- Sabe a quanto tempo isso vem acontecendo? Quase quatro meses, seu filho da mãe! – estava indo em direção a geladeira.
- Você sabe que se pudesse passaria mais tempo com você! – falou, vendo que a amiga tinha se enfiado na geladeira procurando por alguma coisa.
- Palavras de um bêbado que coleciona cervejas. – achou o que queria. Fechou a porta da geladeira e voltou-se para o amigo, devorando outro Kit Kat.
O olhou fixamente, enrugando a testa, esperando que Ed dissesse alguma coisa.
Ed bufou.
- Vou te recompensar. Prometo. – falou com pesar.
- Ótimo.

- Nossa, acho que ela realmente estava brava, então cara. – Tom observou.
- Pois é, mas não é culpa minha. Sabe, esse é meu sonho, meu trabalho. Ela tem que entender isso. – defendeu-se, Ed.
- Mas você tem que considerar que por muito tempo vocês foram amigos próximos demais. Ainda são. Só estão um tanto distantes. Não tem como culpá-la totalmente. Ela deve estar se sentindo sozinha. – Tom retrucou, numa outra tentativa de explicar a situação em seu ponto de vista.
- Eu sei dude, mas ela já é grandinha. Ela devia sair, fazer amigos, arrumar um hobby... Melhor ainda: um namorado. - Ed disse, deixando transparecer em sua voz um leve tom de gozação.
Tom riu com isso, seu amigo estava fazendo tempestade em copo d’água.
Porém, Ed sabia que no fundo tinha razão. Seunome precisava mesmo de um namorado. Um companheiro.
- Bem, pense como quiser. - Tom disse, agora não rindo mais.
O silêncio se instalou no ambiente, tornando tudo calmo. No parque os pássaros cantavam, crianças brincavam e casais de namorados passeavam. O som do vento batendo nas folhas das árvores adentrava pelos ouvidos de Sheeran e o fazia se acalmar, por pelo menos um instante não pensou nos seus problemas.
Era uma tarde de Domingo; uma linda tarde de Domingo. Tardes como essas haviam se tornado raras na vida dos amigos. Momentos em que se reuniam em seu lugar favoritos. Um parque muito calmo, onde poucas pessoas freqüentavam.
Ed levantou os olhos e olhou a sua volta. Avistou Laura e Seunome, a alguns metros à frente agachadas perto de algumas flores. Ele não sabia dizer ao certo o que elas estavam fazendo, mas pareciam estar concentradas. Por um misero segundo Seunome virou sua cabeça para trás a procura de alguma coisa, seu olhar e o de Ed se cruzaram. O ruivo sorriu para ela amigavelmente, e ela - para sua surpresa -, retribuiu o sorriso, logo se voltando para as flores.
Ed sempre gostava de comparar a amiga a uma rosa. Uma rosa negra. Mas nunca lhe disse isso diretamente. Tal semelhança não era por acaso. Tinha todo um significado, de onde se podiam obter várias informações indiretamente.
(1) Ed sempre a achou bela e delicada. Daí surge o significado de compará-la a uma rosa. Desde o dia em que a conheceu pode ver como seu coração era bom, embora em dias atuais ela se comporte rebeldemente. Mas para isso também há um motivo. (2) A coloração negra a qual a descreveu como uma ‘Rosa Negra’ foi de não ser uma garota qualquer. Pode parecer uma garota comum, mas para Ed ela é diferente. Mas não sabe explicar exatamente o motivo. (3) Uma coisa importante, é que a rosa tem espinhos que se espalham pelo cabo. Estes espinhos, no caso de Seunome, é o ódio. Uma armadura que usa para se proteger das pessoas que sabe que irá machucá-la, mas deixarei maiores explicações mais adiante. (4) E por fim, o amor. A rosa é conhecida por ser uma demonstração de amor, afeto e carinho. Quando você entrega uma rosa à pessoa, não é simplesmente um presente, é uma forma de dizer que a ama. Por isso a rosa tornou-se uma flor tão conhecida e tão representativa no quesito amar. E Ed acredita que por trás dos espinhos de Seunome, há um amor grande capaz de quebrar qualquer barreira.

Ela é a Rosa Negra. O símbolo de amor ainda não revelado.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

I Hate you, but I Love too - Capítulo VI

- Caramba, aquilo foi muito engraçado - comentou Tom referindo-se a filme, enquanto ria.
- Foi mesmo. - concordou a loirinha.
Seunome se encontrava no banco de trás, fazendo um bico como um criança.
- Será que dá pra vocês dois conversarem sobre algo mais legal? - disse ela, mau-humorada - Tipo... O dia ensolarado, ou algo do tipo? - sugeriu.
- Haamm... - fez Lauren, pensativa. - Que tal conversarmos sobre aquele garoto? - tinha um sorriso provocador nos lábios.
- Não tenho nada pra falar. E se o assunto for sobre ele, podem voltar a falar do filme. - virou-se para olhar os carros pela janela.
Não havia mais tempo para conversar, pois já haviam chegado no condomínio.
- Não prefere que eu te deixe lá dentro? - perguntou Tom.
- Não, imagina. - falou Lauren, agradecida.
- Eu prefiro. - Seunome mantinha  olhar para a vista da janela.
- Cala a boca e desçe do carro - ordenou Lori à amiga.
- Tá bom, mamãe.
Seunome já havia descido do carro quando Lauren bateu no vidro da janela, para que Tom abrisse-a. Assim o fez.
- Obrigada pela carona, Tom. Foi muita gentileza. - agradeceu.
- Foi um prazer.
Seunome encontrava-se de costas para a cena, imitando os dois com uma voz afetada enquanto fazia careta.
- Eca. - falou baixinho para que somente ela escutasse.

- Seuapelido, quer sair comigo hoje à noite? - perguntou Lori, vendo que a amiga estava deprimida assistindo The Big Bang Theory.
- Não.
- Ah... Bem... Tem certeza de que não quer? Eu ia no McDonald's.
- Não, mas obrigada.
"Eu tentei" - Lauren escreveu à Ed.
"Tudo bem..." - respondeu.
"Ela tá assistindo TBBT" - comentou, Lori.
"Caramba, ela tá tão depressiva assim?"
"Tá."
"Acho que se eu não chegar cedo hoje alguém vai tocar fogo na casa!"
"Faça isso."
Lauren guardou o celular e, vendo que a amiga realmente não aceitaria o convite, despediu-se dela e caminhou até a porta. Antes deu mais uma olhada em Seunome, que tinha os olhos vidrados na tela da TV, prestando o máximo de atenção no programa. Sheldon fazia mais um comentário sarcástico, mas nenhum sorriso aparecia em seus lábios.
A loira suspirou, sabendo que seria melhor ir logo, aquela cena era perturbadora demais para que continuasse vendo.
Assim que ouviu o barulho do carro se afastar, Seunome pulou do sofá e foi até a geladeira. Sabia que não podia comer doces, pois havia prometido à quase uma semana que ficaria de regime, mas aquelas gostosuras infestando a geladeira era uma tentação tão grande que nem o mais forte poderia resistir. Pegou um punhado e levou para a sala, jogando-se no sofá e abrindo algumas embalagens.
- Enfim à sós. - falou para uma barra de Kit Kat.
Ela realmente atacou a geladeira naquela noite. Já fazia muito tempo em que não ficava sozinha em casa, sempre tinha um "ser" pra impedir a sua expedição na geladeira. Seuapelido estava comendo sua terceira barra de chocolate da Hershey's quando Ed chegou. Mas sua atenção estava tão fixa no chocolate que nem o percebeu.
- Parece que você não vive sem mim, né gorda? - falou naturalmente para a louca suja de chocolate.
O choque foi tanto que ao se levantar que enroscou o pé entre duas almofadas e caiu no chão.
- Tá chamando quem de gorda, seu bêbado? - falou com um sorriso maldoso nos lábios.
- Ai, doeu. - colocou a mão sobre o peito, como se seu coração estivesse realmente doendo.
- Tá precisando maneirar na cerveja.
- E você no chocolate! - o amigo riu, ajudando Seuapelido a se levantar.
Ed olhou na direção da TV, vendo que agora passava o seriado f.r.i.e.n.d.s.
- Achei que não gostasse desse seriado. - observou.
- E não gosto, mas qualquer coisa se torna boa com chocolate! - disse, animada.
Ed deu de ombros e por um tempo observou a amiga. A boca lambuzada de chocolate, não muito diferente de seus dedos. A barra ainda em mãos, comida até a metade. No chão, sofá, na mesinha de centro e até mesmo enroscados na roupa de Seunome, embalagens de doces.
- Me dá isso! - tomou o doce das mãos da garota - Já comeu o suficiente! - em seguida deu uma mordida no chocolate.
- Não é justo! - fechou a cara, fazendo birra novamente.
- E o que nesse mundo é justo? - sorriu - Vai lavar essa cara cagada. - riu do comentário, mas Seunome não teve a mesma reação, na verdade deu um soco no braço de Ed - Ai, que bruta!
- Sou mesmo, seu bêbado inútil - mostrou a língua para o amigo, que fez o mesmo.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Capítulo III - Dark Paradise

- Bom dia Seunome! - disse Helen, uma das garotas encarregadas da maquiagem.
- Bom dia - sorriu educadamente - Alguém para mim maquiar? - perguntou indo direto ao ponto.
- Deixei todos só para você - piscou, sapeca.
- Que bom, então vou trabalhar arduamente hoje? - perguntou uma Seunome, divertida.
- Pode ter certeza! - afirmou Helen rindo.
Por um momento riram, até que Helen parou, sorrindo, e disse:
- Os materiais estão todos lá. - disse ela, abrindo a porta para que a garota entrasse na sala improvisada, próxima da praia onde aconteceria a filmagem.
-Tudo bem, obrigada.
Seunome entrou um pouco cabisbaixa, olhando para seus pés enquanto caminhava até um dos garotos já posicionados para que a maquiagem fosse feita. Aquilo era ótimo, pouparia seu tempo.
- Você é quem vai me deixar sexy? - perguntou uma voz grossa, vinda do garoto sentado em frente ao espelho, pronto para ser maquiado.
- Bem... - acanhou-se.
O garoto a sua frente tinha uma aparência de um homem adulto. Era careca e tinha lábios grossos, e um sorriso um tanto provocador.
- Ah, cale a boca Max, está deixando a garota sem graça - disse um outro integrante da banda.
Este outro tinha cabelos cacheados, olhos azuis e uma expressão sapeca no rosto. Seunome olhou para este, que piscou.
- Qual é o seu nome? - perguntou o lindo garoto de cabelos cacheados.
- Seunome. - respondeu simplesmente. Tinha as bochechas completamente coradas.
- Conheço você de algum lugar... - disse pensativo.
- Ela é a vizinha do Nathan, seu lerdo. - disso Max, como se fosse óbvio.
- Ah...! É mesmo? - perguntou ainda duvidoso.
- Depois eu que sou lerdo - Max revirou os olhos.
Seunome riu com aquilo.
- Que tal começarmos? - sugeriu Seunome.
- Ah, claro. Me deixe bem sexy .
Ela riu novamente.
Durante o tempo em que passava maquiagem, ouvia os garotos conversarem entre si, rindo quando alguns dos comentários eram estranhos e engraçados para ela. Aquilo era novidade para ela. Mesmo sendo seu primeiro trabalho com eles, os achou muito legais e simpáticos, e não era muito comum ela simpatizar-se tão rapidamente com alguém; levando em consideração que ela é muito tímida quando perto de pessoas estranhas. Principalmente celebridades; mas gostava mesmo assim.
- Ótimo, Max. Terminei. - falou colocando os materiais em mãos em cima do mármore. - Espero que goste do que vê.
- Bom, eu já sabia que era impossível ficar mais sexy, então, de qualquer forma, obrigada. - o garoto piscou para Seunome, que corou.
Logo depois que Max levantou-se dacadeira giratória e saiu da sala, já pronto, Seunome inclinou a cabeça até Jay e disse:
- Isso foi um elogio? - perguntou com um sorriso amarelo.
- Vindo de Max, não sei dizer. Talvez ele esteja apenas te dando uma cantada. - disse enquanto se sentava na cadeira antes ocupada por Max.
- Acho que não é isso - disse ela rindo, acompanhada por Jay.
- Bom, eu não sou tão sexy quanto Max... - dizia divertido - Mas não me importaria se me deixasse tão sexy quanto ele. - riu mais uma vez.
- Tudo bem. Posso fazer o possível - falou a garota, fingindo pensar no assunto.
- O possível e o IMPOSSÍVEL - deu ênfase na última palavra, com um sorriso contagiante nos lábios.
Riram mais uma vez.
A maquiagem desta vez foi menos demorada, e um outro garoto já estava aguardando.
- Este é Siva. Mas se preferir, pode chamá-lo de Seev - Jay apresentou.
Seunome o olhou com atenção. Ele era moreno e alto. Bem alto. Seu cabelo era muito bem arrumado em um topete. Ele também se vestia muito bem, e tinha um sorriso muito bonito.
- Prazer... - disse Siva estendendo-lhe a mão.
- Seunome. O prazer é meu - disse Seunome, esboçando um sorriso envergonhado. - Bom, pode se sentar.
- Obrigada - disse ele com seu sorriso sedutor.
Seunome começou a fazer seu trabalho. O garoto era bem compreensivo, e não esboçava expressão alguma enquanto o maquiava.
- Você já fez isso antes? - perguntou Seunome.
- Isso o que? - perguntou sem abrir os olhos.
- Sabe... Passar maquiagem. - explicou.
- Ah, já. Eu fui modelo. - falou agora com um sorriso.
- Ah!
Não demorou muito até que o silêncio que se seguiu fosse quebrado:
-Pronto. - disse por fim.
- Que rápido. - comentou, satisfeito.
- Pode avisar a algum dos últimos integrantes que estou a espera? - questionou.
- Claro.
Seunome se sentou na cadeira giratória por um momento, sentido sono. Fechou os olhos, desejando dormir, mesmo que por um breve momento. Encostou a cabeça e ajeitou-se em uma posição confortável. Sua visão ficou escura e sentiu-se fora da realidade. Apenas voltou para essa quando sentiu alguém tocar-lhe no ombro. Despertou assutada e ergueu os olhos, vendo a sua frente um garoto magro e de cabelos negros.
- Você é...?
- Tom. - disse olhando para a garota de aparência cansada a sua frente.
- Ah! Pois então pode se sentar, Tom. - falou a garota, levantando apressada ao perceber que ele viera para ser maquiado.
O garoto agora sorria para Seunome, pois achou engraçado vê-la dormir.
- Acha engraçado? - perguntou Seunome, divertida.
- Um pouco. - confessou Tom.
- Tudo bem. Não o culpo. - disse a garota, agora rindo de si mesma.
A conversa que se seguiu com o integrante chamado Tom, não foi diferente das que teve com Max e Jay. Todas com comentários divertidíssimos, acompanhados de cada vez mais risos. Tom tinha um jeito muito engraçado ao criticar o mundo a sua volta, e Seunome  achava muito divertido.
- Terminou? - perguntou ele agitado.
- Sim. Pode chamar o próximo, por favor? - perguntou Seunome, sendo gentil.
- Mas é claro! - respondeu Tom, retirando-se logo em seguida.
Só então Seunome percebeu que era a única na sala improvisada. Era a última de todas as funções. Bocejou, ainda com sono e se sentou na cadeira, desta vez se repousar a cabeça ou fechar os olhos sem que fosse apenas para piscar.
O último entrou pouco depois. Tinha um sorriso contagiante no rosto e parecia muto animado.
- Bom dia! - cumprimentou ele, sorrindo.
- Boa dia... - disse uma Seunome envergonhada com tamanho humor que este apresentava. Diferente do dela.
- Como é?! Pode me deixar tão delicioso quanto os outros? - disse ele, parando no meio do caminho para falar e gesticular com as mãos.
- Ah... Faço o possível. - disse ela, tentando entrar no clima.
- Ah, qual é?! Não sou tão feio assim, sou? - disse, sério.
- D-desc...
- Brincadeira! - interrompeu-a, vendo que Seunome levara o último comentário muito à sério - Não me leve tão a sério - falou mudando de humor.
Nathan se sentou na cadeira, a qual foi desocupada quando este entrou.
- Bom, mãos à obra - disse Seunome.
- Mãos à obra. - repetiu Nathan.
Seunome pegou os materiais necessário e iniciou o trabalho. Nathan não falou muito, parecia relaxar aos movimentos cautelosos de Seunome em que a os materiais escorregavam por sua pele. Seunome esticou-se e apanhou um pincel grosso, ao voltar sua atenção para o rosto quase finalizado do garoto, percebeu que ele a olhava atentamente. Não falou nada, apenas iniciou seus movimentos circulares com o pincel no rosto de Nathan, que não ousar fechar os olhos.
- Porque tanto me olha? - perguntou ela, sem tirar os olhos do pincel, mas mesmo assim sentindo o peso dos olhos do garoto em si.
Seunome parou o que fazia, pois já tinha finalizado. Por um movimento de erguer os olhos para se virar e recolocar o pincel de volta no lugar, olhou nos olhos dele.
- Não sei... - murmurou ele mais para si do que para ela.
Os dois se olharam por alguns segundos, até que alguém bateu na porta, desviando a atenção dos dois.
A porta foi aberta, revelando o diretor. Ele estava ridiculamente estranho com aqueles óculos de sol, pelo menos foi o que Seunome pensou.
- Bom dia Seunome. Nathan já está liberado? - perguntou educadamente.
- Está sim, Simon.
- Ótimo. - disse satisfeito - Vamos lá. - chamou o garoto, que já se colocara de pé, e estava caminhando até o diretor, mas, antes de sair, deu uma olhada discreta em Seunome, que sorriu.
A porta foi fechada, e Seunome desabou em um pufe próximo.
- Que sono... - murmurou.
Seunome já começava a fechar os olhos lentamente quando a porta abriu-se violentamente.
- Tá na hora da gravação! Levante daí, Seunome! - gritou uma voz feminina que Seunome reconheceu como sendo a de Sam.
- Me deixe dormir... - resmungou.
- Não! Levante agora! - ordenou, rabugenta.
- Ããhh... - gemeu.
- Vamos, eu te ajudo. - disse a Sam, agarrando o braço da garota resmungona e a puxando involuntariamente, fazendo com que ficasse de pé.
Seunome ajeitou-se.
- O que ficou fazendo noite passada? - perguntou Sam, intrigada.
- Simplesmente não consegui dormir. - explicou enquanto arrumava o cabelo.
- Bom, isso não importa agora. Temos que ir.
Seunome assentiu.